Semana passada

Sempre gostei das saídas de vela ( para quem não está familiarizado com o vocabulário, com as saídas do turno da noite). Especialmente daquelas em que o turno não foi muito mau e tenho a possibilidade de dormir. Hoje é uma dessas oportunidades sendo que lá fora chove a “potes” e o tempo está mesmo a pedir “ronha”. Esta foi uma semana não de muito trabalho, mas de muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, o que ainda me faz ficar esgotada. Este fim de semana estou desesperadamente a precisar da minha casa.

Depois da mudança de visual que andava a prometer-me há já algum tempo e que me fez sentir melhor comigo, o dia de feriado foi esgotante. De Alvade do Sado até Setúbal foram dois os jogos de futebol e duas as derrotas com alguma lama e chuva pelo meio. Cheguei às 8 da noite em modo ” vou fritar” e quando assim é, a única solução possível é dormir. Mais uma vez foi o avô que nos salvou e providenciou o jantar dos miúdos enquanto a mãe precisou de um reset à máquina. 16 horas a dormir e fico como nova.  Os turnos rebentam-nos com os ciclos circadianos. Uma semana sempre a levantar cedo e é certo e sabido que me vão faltar horas de sono. O meu ritmo certo prevê que o meu primeiro pequeno almoço seja entre as 4 e as 6 da manhã. Depois mais umas horas de sono. Quando o trabalho é só matinal as horas em que o sono me é mais  repousante (das 6 às 11 da manhã) vão à vida e fica tudo desconcentrado. É por isso que gosto das saídas de vela em que posso dormir descansada para depois ter a folga a seguir. É um dia que aproveito para descansar e matar as saudades da dona de casa que não consigo ser. Hoje quero fazer pão e o empadão que os miúdos me pediram no feriado, para além da sopa, que já se sabe, é indispensável cá em casa.

 A ver se há vontade para ir ver os seniores do HCPG e, claro, amanhã, mais um jogo do mais velho, provavelmente à chuva. Quanto não vale esta minha vida de mãe?