Do que não vale o preço pago 

Chego a esta hora exausta e nem sei muito bem porquê. Acredito que acontece à grande parte de nós mas por motivos diferentes. Uns porque esta época é uma correria, outros porque são viagens grandes para se chegar onde são esperados e outros,como eu, porque a falta de sono e de ordem cansam mentalmente. As festas também cansam quando passamos a fasquia dos 35 ! E por aqui festas querem-se é bem regadas. Não falo de prendas porque para mim não é isso o natal embora não entre no discurso anti-consumismo já que, é tantas vezes nesta época, que cometemos as “loucuras” a que não nos permitimos durante o resto do ano e isso, para quem o esforço de gestão dura 12 meses, não dá felicidade, mas ajuda muito. 

As prendas foram as suficientes e chegaram para me alegrar. O melhor das prendas é poder oferecer e o melhor de oferecer é poder também disfrutar. Por isso vinho é das prendas que mais gosto de oferecer e de receber. 

Este ano a minha escolha cega recaiu sobre o incógnito. Mais uma vez comprovei que nem sempre o maior preço significa maior qualidade e a conclusão a que chegámos é que é bom,mas não o suficiente para o preço que pedem por ele. Ficou a ganhar o Syrah da Peceguina. 

Também ganhei ( mais peso) com os sonhos de abóbora e as azevias e uma série de avisos de que tenho ( outra vez) que emagrecer. Não que me importe com a imagem ( já passei essa fase, felizmente) mas porque, por razões de saúde, toda a minha gente acha que devo perder peso ( para além de que o meu IMC vergonhosamente me apelida de obesa – o ordinário) . Assim, regado a tinto suficientemente bom, prometi,aqui, a mim mesma, que a resolução de ano novo seria o batidissimo perder peso para não ter que ouvir toda a gente a dizer que tenho que emagrecer ( e por razões de saúde ….  e por que me recuso a ter um IMC que tem a ousadia de me chamar obesa) . Tenho escrito!