Don’t let the sun go down (on us)

Já se disse o que havia a dizer, mas para mim foi a grande perda do ano. Mais, muito mais, que qualquer outro que ficou pelo caminho. Embora fã de música não sou uma verdadeira fã de bandas ou artistas. Não me interesso pela vida da pessoa, para além da sua vertente profissional a não ser que a sua conduta seja tão desastrosa que me tire a vontade de ouvir a música. Mesmo assim acho que foram poucos os casos. As revistas cor de rosa têm,por isso, muito pouca influência na minha vida. Já a música produzida pelos artistas, não. Como toda a excepção confirma a regra, talvez este tenha sido dos músicos de que mais sobe, a nível pessoal ( ou do que nos vendem, vá!). Tinha 6 anos quando os Wham! me começaram a fazer sonhar e talvez daí tenha ficado o interesse ou, simplesmente, a imagem e o som sempre se adequaram às várias fases que fui passando na vida. Wake me up before you go-go, last christmas, careless whisper…

Ainda assim não foi dos Wham! a parte que mais gostei. Quase todos os álbuns na carreira de George Michael conseguem identificar-se com uma fase da minha vida e no fundo a música é só mais uma expressão artística que nos trás à memória ou nos transporta para lugares que nos deixaram saudades e onde regressamos sempre que os sons se desdobram no ar quando repetimos melodias. É o nosso desejo de ficar em alguns momentos que nos faz identificar esta e aquela música a sensações, a pessoas, a momentos. Tenho muita pena que se tenha perdido a presença física, a capacidade para produzir mais. Mas se há coisa que os grandes artistas conseguem é imortalizar-se para além dos tempos através da sua obra. Isso é coisa que ao comum dos mortais só lhe é permitido através das marcas que deixam no outro. Estas músicas deixaram-me marcas, mas vão ficar marcadas muito para além do rastos que deixaram em cada um que as apreciou. Acho que, melhor ou pior, é só isto que é a arte. 

As minhas favoritas: 

rebeldia

sentimento  ( e a lembrança de uma altura em que fui muito feliz)

esta que vou buscar muitas vezes, sempre que preciso recordar que, aconteça o que acontecer, a vida irá sempre continuar, connosco ou sem nós. Só sabendo o pouco que valemos, podemos tentar ponderar, sempre, a melhor decisão. Por muita pena que sintamos em abandonar certos caminhos ou escolher entre coisas que queríamos, a vida é feita de escolhas e é sempre melhor a escolha que nos ilumina.