Esticada no meu sofá tenho assistido lentamente ao início de mais um ano. Desde que o descobri, o C music tem sido o meu canal de televisão favorito e agora, enquanto espero que se faça hora para ir trabalhar, sinto-me rodeada de coisas que gosto: os gatos, estendidos no sofá comigo, o lume a arder na salamandra, um móvel gigante para acabar a montagem ( já não vai ser hoje, não) um livro com muitas páginas para acabar de ler e a noção de estar tudo certo no lugar correcto. Estes momentos que passo sozinha, sem os miúdos, sem ninguém, tal como na noite da passagem, são importantes para mim e para a minha sanidade mental. Tenho pena que seja praticamente só nos dias em que trabalho de noite mas depois as saudades da confusão dentro de casa fazem com que, só quando não aguento mais de cansaço, os “quase tenha que obrigar”a ir ficar a casa do pai. O que não deixa sobrar muito tempo para mim. O trabalho nocturno tem destas coisas, é por isso que aproveito os dias de saída de vela para dormir, muito. Adoro miúdos, crianças e toda a confusão em geral que eles provocam, mas para aguentar, sou viciada em momentos de paz e sossego como este agora. Vou só passar a noite a velar os meus doentes e já volto… 

Deve ser a isto que sinto neste momento que os ingleses chamam o home sweet home.