Uma espécie de poder 

10.46h, sábado de manhã. Vou-me deitar. Não, não andei na noite ( e se soubesse antes, que passaria tanta noite acordada, provavelmente não teria feito tanta noitada, mas se não as tivesse feito provavelmente não me teria sido tão fácil habituar ao horário e não teria aprendido tanto sobre o ser humano e como reagimos de formas diferentes a horas diferentes e em estados e alturas diferentes na nossa vida). Estudar dá-nos o conhecimento teórico sem o qual não conseguimos chegar longe. É o saber que faz a diferença mas não há nada como a vida para nos ensinar. 

De tudo o que pode acontecer numa noite de trabalho, o que mais gosto é de ver uma vida, aparentemente perdida, renascer com a luz do dia. É essa a minha verdadeira sensação de dever cumprido. Deve haver outras, entre os meus colegas de profissão, entre os que trabalham comigo, mas a que eu mais gosto é ver de novo a vida nuns olhos que pareciam ter perdido a luz. E isso basta para que, apesar de serem 11h da manhã, possa deitar a cabeça, em sossego, na almofada. 

Hoje é isto