Das múltiplas formas de fazer a minha arte 

Sempre adorei arte digital. Como se me identificasse com aquele tipo de fantasias, de imaginário. É impressionante como a arte digital me consegue inspirar e é impressionante como pessoas de lugares tão distantes e mundos completamente desconhecidos uns de outros conseguem identificar-se, sonhando. Talvez seja esta a grande maravilha da internet, fazer-nos perceber que não somos únicos e que algures por aí, sobre este mesmo céu, no nosso vasto planeta, existem pessoas que não tendo talvez nem os mesmos valores, nem as mesmas vivências, se identificam uns com os outros quando param para sonhar. Impressionante! é a única coisa que consigo dizer sobre o ser humano nestas alturas.

Tenho muita pena de não ter jeitinho nenhum para o desenho. Tenho muita pena de não ter aprendido a mexer nas ferramentas necessárias para aprender a desenhar na era digital mas na verdade, depois que pesquisei um pouco sobre o assunto pareceu-me bastante aborrecido. Gosto muito mais do resultado do que do processo ( um pequeno defeito meu, preferir resultados a processos, o que me tem causado alguns dissabores e muitas horas de paciência com a vida) . Ainda assim de cada vez que me deparo com uma imagem que me faz sonhar, em pouco tempo, consigo imaginar uma história. Sempre fui assim, mas nunca dei grande valor a isso e esse é também um dos meus grandes defeitos. Demasiadas vezes subvalorizo as minhas qualidades e sobrevalorizo o que acho que são defeitos. E adoro jogar à defesa o que não abona a meu favor. Ainda assim, apesar de tudo tento manter sempre o bom humor. 😎