A remar contra a maré, sempre! 

Não sei se por ser o último dia desta série de folgas decidi fazer tudo num dia só (ou talvez tenha sido só uma forma de mostrar a mim própria que ainda aguento o suficiente apesar dos anos passarem, ou se me cansar até me esqueço do resto)


Foram 7 km a remar da forma possível numa terra sem rio. À tarde dediquei-me à terra. Desbastei as ervas daninhas que o Inverno sempre faz nascer no quintal, preparei e espalhei as sementes. Agora é esperar para ver o que nasce ou se chega a nascer. A geada queimou as sementeiras de Outono, por esta altura tento sempre novamente, com os olhos postos no borda de água o meu manual para o quintal. Coentros, nabo, cenoura, feijão verde, pimenteiros e melancia para nascer com o Verão. Março trará mais culturas, mais desbaste de erva, novas sementeiras. Daqui até ao Verão é sempre a tentar, para ver o que nasce. 

Escusado será dizer que estou “morta”. Mas a vida continua e os meus esperam por mim. E eu cuido para que não me sintam a falta. O amor é sobretudo isto, penso eu. Cuidar para que nada falte quando for preciso. Feliz dia de São Valentim!