Monte da saudade

Há dias assim, em que a quantidade de coisas que faço parece ser uma forma de não pensar em nada. Uma espécie de paracetamol natural da saudade. ” Para não ser tão mole” no sentido duplo que pode ter a frase…A remodelação da cozinha vai a braços com a minha imaginação e o meu trabalho.

E esta música, que ouvi de manhã na rádio Comercial e marcou o espírito do dia.

” De que serve uma lição se não passar de hoje”

Talvez sejam estas saudades do futuro, constantes, que me tornem melancólica por longos períodos. São elas que me abrem a porta da criatividade.  Faço tudo ao meu alcance para não deixar que a vida passe por nós.Mesmo que com isso me condene a saudades constantes. A minha bola de cristal diz-me que o cansaço desvanece-se em fumo e o nevoeiro vai levantando pouco a pouco. Era esse o objetivo. Algo me diz que vale a pena esperar pelo futuro, contando que a felicidade me venha falar de estórias do futuro.