Os princípios da liberdade

A propósito do dia da liberdade: foi uma escola assim, como se descrevem várias no artigo em baixo, que eu sonhei para os meus filhos. Uma escola onde aprender não fosse encarado como um trabalho, uma obrigação, mas com curiosidade e entusiasmo. Infelizmente deparei-me com uma escola quase idêntica à que eu frequentei, com a agravante que a escola aposta em integrar a vida familiar na aprendizagem e a vida familiar tem cada vez menos tempo para si própria. De modo que tenho que dividir o tempo de qualidade com os meus filhos com uma coisa que já no meu tempo me era pouco grata: os trabalhos de casa. Tenho por princípio não ajudar os meus filhos nos trabalhos de casa. Por incrível que pareça, mas totalmente verdade, a minha mãe, minha professora primária, nunca me ajudou a faze-los, apenas corrigia. Transportei isso para a educação que dou aos meus filhos porque me parece correcto. Nem sequer corrijo, não sou professora, tiro dúvidas e ajudo a compreender e a estudar, muitas vezes transpondo as matérias para coisas práticas integradas na vida diária, no dia a dia, para perceberem a importância de aprender. A escola não deve vir para casa, assim como a família não os acompanha para a escola, o que não implica total alheamento, apenas separação de realidades que se devem alternar entre si. Que triste seria se eu trouxesse o meu trabalho para dentro da minha casa… Ainda sonho que, um dia, a escola chegará finalmente ao séc. XXI mas até lá, é preciso que muita mentalidade que por aí anda, também lá chegue. Porque o importante não é decorar coisas, é saber integra-las, de forma prática, na nossa vida de todos os dias. Só assim poderemos começar desde cedo a ensina-los a ser livres.

“Na nova sala de aulas todos ensinam, todos aprendem – http://wp.me/pHf0t-bcb”