O Politicamente Correcto Mata  – ou só os burros não mudam de opinião

Estou a ler um livro que estou a adorar. Dele pouco mais posso dizer agora do que: leiam, se querem saber mais sobre o estado Islâmico. 

Já fui das que achava que todos temos direito à nossa liberdade de culto assim como à nossa liberdade cultural, mas um dos princípios que formam a minha maneira de olhar o mundo é o tal mandamento ( sagrado, para mim) que insiste em que a nossa liberdade acaba quando começa a liberdade do outro. Este princípio serve, no entanto, em duplo sentido e tal como gosto de respeitar a liberdade alheia, aprecio que respeitem a minha. Foi com base nestes meus princípios que, na altura da barafunda em França por causa da véu Islâmico, me chocou a proibição que se queria impor ao seu uso. Eu própria gosto de usar lenços na cabeça e não pretendo mudar de religião ( pelo menos se disso não depender a manutenção da minha existência). Pois é disso que se trata. Estamos perante um novo movimento de cruzados, só que ao contrário. A intenção, a ser levada a sério, é a reconquista. Eu, que me habituei a ser chamada de Moura, sinceramente, desde que estou a ler este livro ( esse que está aí ao lado direito deste meu espaço de liberdade :  A viúva negra) começo a achar cada vez menos piada à história – consequências de gostar de história e de portanto saber que nós, pelo menos até ao Mondego, fazemos parte do Califado, esse espaço místico, dos livros de história, que nos trouxe a tez mais escura, as terras começadas por Al as diversas formas de transportar água, a numeração e uma série de outras coisas que nem imaginamos que tenham sido trazidas para aqui por esses, os Árabes, que agora querem vir buscar o que acham que nós, os católicos, lhes retirámos. Dito assim, parece coisa bafia, envelhecida, sem nenhum significado. A grande diferença é que enquanto nós, como sociedade, fomos evoluindo – melhor ou pior, mais ou menos – esta gente que agora reclama o que acha que é seu por direito, ficou suspensa na idade média. 

Já li o Corão. Para quem acha difícil a interpretação da bíblia, o Corão será o livro impossível de interpretar. Pode-se extrair todo o tipo de ensinamentos dali, com a dificuldade acrescida de que são versículos quase que desfazados uns dos outros que a interpretar à luz do tempo em que foram escritos, de facto, determinam uma lei rígida, inflexível e um pouco selvagem. Aquilo que se vê: cortam-se membros, apedrejam-se pessoas… nenhum católico, nem mesmo Judeu, no seu juízo perfeito, nos dias de hoje, se lembraria de apredejar alguém como forma de punição contra o crime. O que é facto é que a lei religiosa existe e está em uso em quase todos os países de essência muçulmana. Ou seja, nós, ocidentais, temos um problema entre nós e não o queremos reconhecer. 

Deixá-los praticar a sua religião não pode nunca significar deixá-los formar guetos, aplicar leis paralelas, retirar por cultura, direitos essenciais consagrados sobretudo às mulheres, nas nossas sociedades. Sim, alterei a minha forma de pensar o véu Islâmico, alterei a minha forma de pensar a liberdade cultural. Não sou contra os refugiados, nunca fui. Ninguém deve ser obrigado a viver em condições sub-humanas, mas não podemos nunca esquecer o que aconteceu aos Judeus e sobretudo não podemos esquecer o que lhes fizemos. De um deserto ergueram uma nação e lutam por ela desde que lhes negámos outro espaço por falta de capacidade de acolhimento. Eles, melhor do que ninguém, sabem o que significa uma cultura de ódio. Há muito que o islâmismo, quando praticado, deixou de ser uma religião de paz e prosperidade. Transformou-se sim numa religião de guerra contra a diferença. Numa luta constante em nome de um Deus muito pouco bondoso e sobretudo muito pouco misericordioso.

 A história repete-se ciclicamente. E parece que nunca aprendemos nada. 

Temos um problema grave entre mãos e convém agir antes que esse problema nos rebente as entranhas. 

A ler : Blasfémias

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