A ler agora 

Propus-me, no inicio do ano a um desafio goodreads. Pretendo ler, durante o ano de 2017, 12 livros, um por cada mês, que o tempo não dá para mais. Mesmo assim tenho um mês de atraso em relação aos livros que já li, ou seja, estamos no final de Junho e ainda só li 5 dos 12 a que me propus. 

Com o fim das férias terminei “a tentação de D. Fernando” , um romance historico que conta a história de D. Fernando, o último rei da 1° dinastia, a dinastia Afonsina. Para quem gosta de história é um bom livro, relata a história de D. Fernando, com algum rigor histórico, e descreve a vida e a sociedade daquele tempo. Não sendo nenhuma obra prima, satisfaz a curiosidade histórica, lê-se muito facilmante e o romance fictício à volta da verdadeira história é suficientemente interessante para se gostar de ler. Uma boa forma de saber mais sobre aquela época de forma simples. Suficientemente interessante para ter vontade de ler os outros romances históricos do mesmo autor . 

Agora sigo para um prémio Nobel da literatura. Ao lado, no blog para quem lê no pc ou em baixo para quem me lê no telemóvel – O jogo das contas de vidro de Hermann Hesse. 

Inspiração

Acordei satisfeita. Sabes a sensação de saudade que se satisfaz?

 Sonhei contigo. 

De todas as coisas, a que mais gosto é ouvir-te a voz. A voz, só a voz é suficiente para te saber os jeitos e os trejeitos, a posição do corpo, a postura dos pés e os movimentos das mãos enquanto falas.

Dizem que é o amor que nos faz saber de cor do que mais temos no nosso monte de saudade. 

Perdi a conta ao calendário, perdeu-se o que sabia no tempo, mas nos sonhos tudo me vem de novo à memória como se tivesse sido ontem a última vez que estivemos juntos, o ultimo abraço, a ultima vez que me disseste(?)para sorrir, que de tudo era o que mais brilhava em mim. 

Vem-te o coração aos olhos, quando sorris. 

Talvez sorria demais por isso. Sei que onde estarás te alegras de me saber a sorrir. 

Não foi o suficiente para me conter as lágrimas do desgosto, das palavras que não disseste ou do que senti e nunca descrevi. 

Por dentro sei-te de cor e isso basta.

 A distância das galáxias garantem o mesmo céu por cima dss nossas cabeças e isso chega para continuar. 

Algures, o teu coração caminha e isso é o que me faz também caminhar.

 De corações parados enchi a minha saudade. Prefiro a distância do silêncio ao frio mortal da não existência. 

O fogo no peito arde e queima e alastra, mas mantém-se aceso. É dessa luz e do calor da memória que vivo agora.

Respiro. Sonho. 

E o sonho por si só mata-me a saudade e traz para perto o som da tua voz. 

A diferença entre o ser e a solidão

O período grande das férias está a terminar, este ano muito mais cedo do que é costume e por isso menos aproveitado. Não faz mal. Saio destas férias com 40 anos “do lado da pá”, um filho adolescente a iniciar os seus maravilhosos verões de juventude, pronto para ingressar no 10° ano, outro filho a entrar no segundo ciclo e eu a continuar a sentir-me uma menina grande. Por mais que me tente convencer não consigo encaixar esta coisa dos 40 anos. Isto será normal ??? 

Se calhar é mesmo só um número, como me disse a minha S. no melhor abraço telefónico que recebi nos últimos tempos. Porque isto da idade tem de facto coisas mesmo boas e a principal delas todas é só darmos importância a quem merece e a quem merece o melhor de nós. Já não existem perigos de más influências e quem ficou segue para a frente comigo. Essas pessoas especiais que se mantiveram e entretanto entraram na minha vida têm de mim tudo o que pedem e o que posso dar. Do resto não rezam as contas do Rosário da minha vida e mesmo sem companhia, quando fecho os olhos para descansar, a verdade é que já não tenho medo da solidão. 

A solidão vem de dentro e só existe se deixarmos que ela aconteça. Já tive muito mais gente ao meu redor e ainda assim me senti muito mais só do que agora. 

Esta foi a última grande conquista da minha vida e a que me soube melhor alcançar. 

A ouvir