22.06.1977 – 22.06.2017 – 40 anos de irreverência e inconformismo

“A dois mil chegarás de dois mil não passarás”  – das profecias de Bandarra esta talvez seja a que mais memórias me traz, porque desde miúda que me habituei a temê-la. Na verdade, hoje parece-me muito mais inofensiva. Não faço conta de viver mil anos, portanto, não me parece que vá passar dos 2000, no entanto é sabido que gostava de viver à volta de um século. Talvez consiga, talvez não, ainda assim é provável que já vá a meio. Das várias coisas que vivi, e das muitas que aprendi, há apenas uma que tenho a certeza : ainda falta viver e aprender muita coisa para me sentir satisfeita, e completa, naquilo que imagino para a minha vida. 

Neste momento e depois da desgraça que assolou o meu país, há uma coisa que muito me orgulha : É bom ver que a geração mais nova se interessa pela sociedade, pelo bem estar do próximo, por uma coisa tão simples e eficaz, e sem proveito próprio – a não ser a satisfação pessoal – e que se chama voluntariado. Na minha geração não éramos muitos os que na realidade queríamos saber, talvez fossemos mais egocêntricos ou com menos maturidade. Agradeço estarmos a ficar cada vez mais conscientes que a sociedade somos todos nós, e que não podemos estar à espera que venha alguém e faça o que tem que ser feito. O tal faça você mesmo de que sou adepta, desde há muitos anos. Já partilhei no facebook a minha opinião sobre as doações em dinheiro e também sobre os movimentos de solidariedade que não são mais do que palavras. Do fazer é que somos carentes e talvez seja essa a grande mais valia das redes sociais. Não gosto de fazer convites para aceitarem isto ou aquilo, cada vez que o faço fico desconfortável, por isso partilho aqui o grupo do facebook da minha terra, com o objectivo de recolher material de que estão a necessitar as vítimas dos incêndios, pessoas que ficaram sem nada (e nós por vezes com tanta coisa a que não sabemos o que fazer). Quem quiser juntar-se sinta-se livre para o fazer, mas sobretudo espero que a esta ideia se juntem outras, de outras tantas localidades, de modo a que o voluntariado seja suficiente para que nos ajudemos uns aos outros. Hoje por eles, amanhã, quem sabe, farão eles por nós. Porque a vida em sociedade é mesmo assim, feita de altos e baixos, e nós nunca ficamos para sempre na base da montanha que temos que escalar. 

#juntospodemosfazeradiferença

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