A beleza está em nós, a educação ao próximo, a great big world, Domingos em família, filosofias existenciais, livros que leio, natural como só eu, palavras, receitas para viver melhor, Ser

Desta coisa da sesta

23h. Após ter feito as minhas leituras diárias, de ter passado um dia inteiro praticamente a dormir ( não sei há quanto tempo não dormia tantas horas seguidas sem acordar ou ser acordada) depois de ter feito o jantar e arrumar a cozinha, tenho uma dor de cabeça incrível devido ao consumo abaixo da média de cafeína diária.

É uma chatice esta coisa dos vícios. Tomo café porque gosto, porque necessito dele nos dias em que acordo cedo, e nestes dias em que não necessito porque detesto estas dores de cabeça. A dor de cabeça não é uma dor comum em mim, raramente as tenho e deve ser por isso que detesto tanto a maldita cefaleia. Como não posso beber café a esta hora, arriscando-me a desajustar fatalmente o meu ritmo circadiano, precioso ao meu bem estar, isto hoje só lá vai com aspirina. Não me perguntem porquê mas é o único analgésico que funciona para além do café.

Queria muito acabar de ler o livro que ando a ler. Provavelmente não conseguirei já que não posso atrasar muito a hora de dormir, arriscando-me a condenar a minha noite de sono. Gerir um organismo humano sem rotinas não é fácil e geri-lo mediante as necessidades de funcionamento de uma família garanto-vos é um desafio.

O ano passado desafiei-me a ler 12 livros no goodreads. Não consegui atingir o meu objectivo pelo que vou transferi-lo para 2018. Como é que uma miúda que lia 4 a 5 livros por mês passa a nem conseguir ler 12 por ano é uma coisa que a mim me incomoda, mas é a mais pura das realidades da minha vida.

Às vezes pergunto-me para que raio precisarei eu de tantas horas de descanso e autocritico-me por isso. Depois ponho a cabeça no lugar e apercebo-me que não sou eu que estou errada, eu apenas me esforço por tentar “ouvir” e perceber o que o meu corpo me exige.

É a sociedade que exige demasiado de nós, querendo encher-nos de necessidades que realmente não temos, tentando que acreditemos que o excesso de actividade é benéfico. Trabalhamos em demasia e em actividades por vezes sedentárias para conseguirmos “ter”, pelo que as horas que sobram devem ser gastas em actividades para “ser”. O pior é que no meio de tudo isto sobra pouco para o descanso necessário para o “haver”, sendo que a verdadeira questão é mesmo: a que raio é que damos maior valor?

Amanhã há mais… boa noite

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