a educação ao próximo, a great big world, da nossa vida, Domingos em família, natural como só eu, palavras, rir é o melhor remédio

Desculpem-me os palavrões mas não há cu que aguente!

Não me canso de ler notícias e de repetir, vezes sem conta, a frase que mais se ouve da minha boca nestes últimos tempos: está tudo doido neste país! A diferença é que, quando leio notícias internacionais, a minha vontade é a de exclamar: está tudo doido neste mundo!

Estamos sem dúvida a viver num momento de crise da democracia, que a história nos ensina ser seguida de tempos obscuros na sociedade. Por agora ( e basta apenas ler por alto as manchetes internacionais) vivemos naquilo a que gosto de definir como a ditadura das maiorias, algo que se explica facilmente com o : se não estás comigo estás contra mim. Vivemos numa altura em que a discussão de ideias divergentes raramente converge numa solução mas sim em conflito, numa altura em que as palavras diplomacia e diálogo parecem ter deixado de fazer parte dos dicionários de muitos que as deviam ter como palavras chave.

O mais grave é que é transversal. Nota-se das pequenas às grandes coisas ( leia-se assuntos, ideias, problemas) do mais anónimo cidadão à mais importante personalidade. Veja-se o Brasil, as ” Trumpices”, as chinesices ( onde incluo as Coreias) , Israel (em grande, novamente, num repetir infinito das atrocidades de ambos os lados das fronteiras) e até nuestros hermanos, que de repente, deram para se acusar mutuamente como se não tivesse havido tantos anos de paz ( pelos vistos podre) entre a guerra civil e o presente. Que raios? Mas qual é o problema dos Homens com o estudo da história? Onde pensará a Humanidade chegar com o extremar de posições e sem diálogo, sem reflexão?

Até o meu Sporting é dirigido por um energúmeno (que os sócios insistem em manter no lugar. Para mim o sr sofre de uma doença mental não diagnosticada) que mais parece uma criança mimada a exercer o seu poder sobre os outros. É mal geral, portanto.

O poder, ou a falta dele, faz com que a irracionalidade venha ao de cima e se deixe de utilizar princípios básicos de tolerância, cidadania e respeito pelo próximo.

Começa no “simples” bulling e atravessa idades e todas as “camadas” das sociedades sendo que, as atitudes outrora lógicas, são vistas como se viessem directamente do outro mundo. Não consigo entender, juro!

Exemplo prático de uma “simples” ditadura da maioria: Hoje fomos jogar ao Naval, em Setúbal. O pavilhão do Naval é junto ao rio. Para quem não conhece Setúbal é importante explicar que uma das mais conhecidas avenidas da cidade , a Luisa Todi, atravessa-a de uma ponta à outra e faz a divisão entre a baixa e a zona ribeirinha. Pois qual não é o meu espanto quando chegada à cidade, estava a dita avenida completamente fechada ao trânsito com o acesso ao rio completamente vedado aos automobilistas. Ah! E tal, é uma prova do campeonato nacional de triatlo. E…

Seremos todos obrigados a mudar a nossa vida porque um ser pensante decidiu que era giro por uma prova do campeonato nacional mesmo no coração da cidade?

Já é parvo o suficiente duas vezes por ano um dos dois únicos acessos do sul à capital do país ser fechado porque a malta gosta de correr em cima das pontes ( que eu me lembre no Porto ninguém se lembra de correr em cima das pontes e elas são mais). Mas vá, é a capital, a televisão notícia, há um acesso que fica sempre disponível. Diria que é só meio parvo. Agora fechar-se totalmente o acesso a uma zona da cidade? É completamente despropositado. Terão os barcos da travessia do Sado estado parados numa manhã de Domingo? Ou obrigaram-se os automobilistas que acedem à cidade por esta via a estar num pinga, pinga conforme dá jeito ( tão à portuguesa, na dúvida remedeia-se). E se alguém se sentir mal do outro lado da avenida? Espera-se que os atletas passem ou manda-se parar a corrida para assistir à emergência? Como eram os acessos de emergência, alguém foi notificado? A sério… é muita irresponsabilidade junta numa capital de distrito. E o mal é achar-se tudo isto normal e se ir encolhendo os ombros. Autoridades de Trânsito, há? E tiveram uma palavra a dizer?

Deixo-vos uma foto exemplificativa de uma das avenidas perpendiculares à Luisa Todi, que tivemos que atravessar a pé até chegarmos ao nosso destino. Para ser, é à grande ( e reparem na minha cara de: está tudo doido neste país!

Eu sei que tenho que perder peso, mas à força não levam nada de mim. Pfff!

O resultado foi que estive mais de uma hora inconformada com tanta incuria e falta de cidadania. São estes os princípios que desembocam nos tristes fins que se vêem por este mundo!

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