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Equidade, fraternidade e respeito pela diferença

Em dia de comemorações de liberdade, o dia em que o nome da terra onde nasci ficou inscrito na história deste país, vou ser diferente, só porque me apetece e a minha liberdade me permite fazê-lo

Eu diria que em 44 anos mudaram as modas… as lutas, essas, continuam, infelizmente, por vezes com o mesmo senso que em 1974, quando Portugal era Lisboa e pouco mais. Das ocupações, dos assaltos à propriedade alheia, do tecido industrial e comercial que foi tomado a saque, das vinganças mesquinhas, das acusações infundadas, do tanto que se tomou para distribuir e destruir (sem respeito pelo trabalho de tantos, acabando com a capacidade produtiva e elevando o estado a grande empregador) trouxe, acima de tudo, a mediocridade como estado de vida e a inveja como forma de censura social (que ao contrário do proclamado continua bem presente, basta entrar no facebook e ver a quantidade de partilhas de ódio que existem) e trouxe a divida cavalgante, a tomada de poder por outros com igual ou superior sede de poder e ávidos de dinheiro, como os que foram acusados de fascistas por cometerem o pecado de dar emprego a outros que dele precisavam. As condições eram más? Eram péssimas! Estamos melhores agora? Estamos! Mas a revolução dos cravos é matéria poética e pouco mais. Enquanto continuarmos com o discurso típico da década de 70 e não formos capazes de dar o salto e passarmos a fronteira, à muito ultrapassada no mundo, da dicotomia característica do séc. XX, nunca iremos evoluir. Classes existirão sempre. A grande conquista da liberdade e do séc passado foi a capacidade de podermos passar de umas classes para outras se formos suficientemente inteligentes e resilientes para o fazer. A liberdade não está na igualdade, está na capacidade de fazer valer aquilo que a natureza nos deu como mais valias e que todos temos. A liberdade está no respeito à diferença e na equidade. A liberdade está na luta contra essa mania de que somos todos iguais.

Agora pensem. Bom feriado!

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