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Team 44

Ser pequenino tem esta coisa de nos deslumbrarmos com qualquer coisa mínima. Não me importo nadinha com isso.

A verdade é que numa outra vida, quando as motas faziam parte do nosso dia a dia, achávamos que isto nunca viria a acontecer

Não haviam patrocínios, não existiam oportunidades, era preciso investir cedo e muito.

Sempre fomos da opinião que a segurança necessária para andar de mota se adquire com o começar cedo. Depois perdi partes de mim ao volante de motos e sinceramente nunca mais me preocupei muito com o assunto.

Surpreendi-me com a coragem de um amigo que manteve a paixão pelas duas rodas quando vi os miúdos, cada uma com a sua, a dominarem a máquina. Manteve a ideia original e sinceramente, se pensar bem nisso, concordo com ela. É como aprender a nadar no mar, tem que ser cedo, para ser seguro.

Recordo muitas vezes o miúdo do mini GP que me entrou pela urgência, depois de uma queda em prova, em Sto André. A única coisa que gritava quando entrou na emergência era: Não me cortem o exosqueleto, NÃO ME CORTEM O FATO… cumpriu-se: zero fracturas graças a ele ( muito dinheirinho investido, pois!) . Talvez ( provavelmente) seja desta geração, a geração dos filhos dos primeiros capazes de possuir e respeitar as motas, a máquina que tinham nas mãos.

Parabéns Miguel, obrigada por tornares um dos nossos sonhos de juventude em realidade!

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