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O hábito não faz o monge

Deve ser como aquela história que o pão cai sempre com a manteiga para baixo.

Em dia de folga lembro-me sempre de ter dores. Não há paciência. Parece o rol de lamúrias, que hoje já percebo que existe para nos fazer sentir aliviadas. Ontem foi os ossos, hoje o intestino.

É engraçado como as dores vão criando um hábito. Instalam-se e ao princípio incomodam muito. Depois vamos começando a aprender a viver com elas e deixam de incomodar.

Já aprendi a viver com as dores nos ossos, às vezes queixo-me, claro, mas é só para justificar estar tão quieta ou parada. Com as cólicas ou lá o que isto é, ainda não. Isto dói como se tivesse qualquer coisa espetada por aqui dentro e fica assim a doer a ponto de apetecer arrancar fora.

Concentração, respiração e aguentar até não conseguir aguentar. Eventualmente há-de passar. Tenho resistência à medicação. É verdade, tenho. Não gosto de me sentir presa à obrigação de tomar todos os dias qualquer coisa para me sentir bem, como se fosse doping. Para isso já me basta o tabaco. Mas depois da última crise e do efeito dos corticóides no corpo decidi que era melhor acertar o passo e aceitar a necessidade.

Talvez por isso, de cada de vez que tenho que tomar analgésicos, sinto-me como se tivesse perdido uma batalha, mais uma…frustração portanto, acho que é isso. E entre o sentimento de frustração e aguentar a dor, prefiro mil vezes aguentar a dor… opções ou outra coisa qualquer… os psicólogos que definam.

Isto porque me lembrei dos raspanetes que estava constantemente a levar dos meus amigos, por ser mole demais, quando era mais nova, agora é basicamente sempre ao contrário.

Obrigada rapazes 💪😀

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