A beleza está em nós, a great big world, filosofias existenciais, músicas da minha vida, Memórias, natural como só eu, palavras, Poesia, Ser, T(extos) E(ntre) S(onhos)

30 seconds…so little time

Estou há quase uma semana a tentar decidir-me. Se for, vão ser a banda, não portuguesa, par dos Linkin Park, que mais vezes vi ao vivo. Iria fazer-me bem ir vê-los. Acho o Jared um verdadeiro artista, muito para além da criação musical e isso agrada-me. Os espectáculos são muito mais do que musicais, são visuais e de intervenção social, se os conseguirmos entender…

Tenho pena de não poder voltar a ver linkin Park ao vivo. Gosto de bandas que me façam sentir quando os estou a ouvir

Gosto de gente que me faça sentir, gente normal, gente especial, who cares? Gente, simplesmente.

Sentir é a nossa razão especial de sermos humanos. Todos os criadores têm uma relação turtuosa com o sofrimento, talvez por isso nunca me fascinou grandemente a veia artística com que nasci. A verdade é que tempos de criação estão, sempre, entrecruzados com tempos de dor, sofrimento, confusão e uma vida interna demasiado turbulenta para me fascinar. Todos os que conheci como eu, sofrem ou sofreram do mesmo tormento. Por isso, talvez, o suicídio seja tão comum entre artistas.

Seja como for, ainda não me decidi se vou ver 30 seconds to mars ou não

Concluo que este ano vou ter uma entrada difícil na gruta de inverno, para hibernação. Quando acordo de noite com vontade de escrever ou cantar, esperam-me tempos difíceis. Mas crescer, por dentro, implica também aprender a lidar com estas características de se ser gente.

Deixo-vos um dos meus últimos poemas escrito em Julho de 2014

Desaprendi-me

Não sei do cheiro do teu corpo
Como do meu,

não encontro arrasto
Arrasto-me pelas pedras
Calçadas, no esforço dos pés
Que me mantém a ilusão
Viva!
Não sei do meu corpo já
Do toque, da mão
Do prazer no jogo
De desfazermos os nós do meu peito
Desaprendi-me
Os nós,

ficando soltos
Tal como a vela
Que por sem vento
Se apagou em mim

Não tenho nada
Apenas sussurros de sonhos
E gritos do pesadelo
De te ver ir

Os sonhos…
Nem se apegaram ao corpo nu
Só,

que seca, sem húmus

Que dizem (as palavras)
Dar robustez à vida
E só,
Desaprendi-me dos nós…

Só porque hoje me apeteceu ir ao meu próprio baú, o que é raro…

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