A beleza está em nós, a great big world, filosofias existenciais, músicas da minha vida, Memórias, natural como só eu, rir é o melhor remédio

Entre dos tierras

Uma das músicas de que mais gosto é uma música que, provavelmente poucos se hão-de lembrar. Escrita pelas mãos de nuestros hermanos, devolve-me sempre a uma época boa, altura em que aprendi a ser o que sou hoje. Desde aí tem sido apenas trabalho de reconstrução, redirecionamento e afinação. Goste-se ou não, os anos 90 marcaram uma época de explosão de liberdades individuais e culturais. Talvez muito disso tenha sido apenas um sonho. A tal liberdade e igualdade poderá ser apenas utopia, fruto de época, pensamento de moda ou gerada por uma de economia em crescimento, sendo que, quando não existam esses pressupostos passe a ser ideia acessória.

Ainda assim, podendo ser uma sensação muito própria é essa sensação e toda a ilusão de futuro dessa época que me devolve esta música. Gosto mesmo muito dela

Hoje sei que tudo o que temos se constrói com esforço e nada nesta vida é certo. A única certeza que podemos oferecer a alguém é a nossa compreensão, se estivermos disponíveis a isso. Ou não, se o foco dos nossos objectivos for outro completamente diferente.

Por mim, gosto de mim como sou, ainda que por assim ser muitas vezes me desiluda. É o que é, mas não vou deixar de fazer da vida uma anedota contínua, ainda que em tempos de miséria humana. Rir, para mim, de mim e do mundo há-de ser sempre a melhor opção.

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