a educação ao próximo, a great big world, filosofias existenciais, natural como só eu, Ser

Dos beijinhos como figura de bem social

Sei, de antemão, que ao partilhar esta minha opinião poderei estar sujeita ao mesmo escrutínio que tem sido sujeito o professor e, tendo em conta os comentários ao artigo que acabei de ler, a jornalista. Ainda assim, recuso-me a desistir perante o medo das represálias, ou a guardar as minhas opiniões, com medo das consequências, como se ainda vivêssemos em pleno estado novo.

Deixa-me curiosa a hipocrisia das pessoas que levantam a voz perante o buliyng mas não se coibem de o praticar dando assim os piores exemplos aos filhos, netos, e outras crianças em formação de personalidade.

Percebi, pelas conversas no facebook que não é fácil para muitos sair das suas crenças e valores e tentar entender a opinião alheia. Mas as ciências sociais são feitas disso. Da tentativa de compreensão daqueles que são diferentes de nós e que, por isso, não deixam de ser melhor ou piores pessoas.

Quantos de nós conhecem famílias completamente tóxicas? Quantos conhecem casos de abandono, de maus tratos, de famílias disfuncionais? Ainda assim, isso não nos leva a generalizar, apesar de sabermos que existem. A educação para os afectos é muito mais complexa do que possa parecer à primeira vista, é sabido, por estudos de base científica, que os valores na nossa sociedade estão a mudar e qualquer pessoa que estude psicologia social sabe que as intervenções a nível social são morosas e com resultados visíveis apenas ao fim de algumas décadas. Assim, podemos facilmente perceber, que se algo está errado com a sociedade agora, esse problema vem crescendo ao longo de algumas gerações e só será resolvido daqui a outras tantas. Mas se nos recusamos a perceber que algo errado foi feito antes, para permitir o resultado agora, então vamos estar a perpetuar o erro por mais algumas gerações.

A recusa da sociedade em permitir a educação sexual como disciplina autónoma é um pequeno ( minimo) exemplo disso. Somos péssimos a demonstrar afectos e trocamos tudo: dever com direito, amor com respeito, obrigação com vontade. Não admira que em termos de saúde mental estejamos com os indicadores de miséria que ninguém quer entender…

Como dizia a minha querida avó, o corno da casa é sempre o último a saber e o primeiro sinal de que alguém está bêbado é dizer que não está bêbado.

Chamem os nomes que quiserem ao senhor, exponham-no, insultem-no. Mas só quando conseguirem perceber que respeito e amor não se obtém por obrigação é que vamos conseguir começar a mudar qualquer coisa. E isso não significa que se diga que sim a tudo e muito menos falta de educação. É apenas uma questão de afectos…

É isto

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