da nossa vida

Vamos dizer o que ainda não foi dito!

A publicação é de 2017, mas só hoje dei por ela. Eis o que ninguém fala, a maior parte por vergonha, uma grande parte por medo.

Eu sou filha da madrugada. Não de uma madrugada de liberdades, mas uma madrugada de medos e silêncios que perduraram tempo de mais.

Será tempo de paz e reconciliação, mas estamos a querer sarar os males de outras épocas fazendo o mesmo que nos fizeram a nós. “Olho por olho e acabaremos todos cegos”…

Até o autor das famosas canções, uma delas lembrando a minha terra, um moderado convicto, foi saneado em vida, sendo hoje recordado com pompa e circunstância: fakenews que ficam sempre bem nas publicações e me dão umas ganas de gritar ao mundo: tenham vergonha!

Mas não grito.

Fascistas eis o que nos chamam…Quem por aqui cresceu habituou-se às fakenews e aos seus propósitos. A sobreviver à maledicência, à inveja e à ganância. É um modo de vida como outro qualquer que basta replicar para as redes sociais.

Lembro as histórias contadas à lareira, nos grupos restritos, nas conversas de crianças, que criadas como iguais e sem cor politica, amigas umas das outras, não se apercebiam das histórias que estavam por trás de muito do que acontecia no dia a dia. Muitos, até hoje, não fazem sequer ideia do que se passou: Os bufos, de um lado e do outro. As queixas anónimas, as mentiras lançadas ao vento com o propósito único de prejudicar, ou ganhar uma qualquer batalha política e social. O medo de mostrar no que se acredita. A paz podre. Vergonhoso!

Dou a cara sim, hoje e sempre. Recuso-me a cometer o mesmos erros do passado e o medo de ser prejudicada é coisa que não me assiste. Tenho as minhas ideias, as minhas crenças e o sangue de luta por justiça social a correr-me nas veias. Fez-se muita asneira em nome de uma revolução que trouxe nada mais do que a destruição do património que tínhamos. O negócio da cortiça passou para a mão de outros, a agricultura quase morreu. Um povo que não se consegue auto-sustentar é um povo condenado, à partida.

Cometeram-se muitos erros. Não queiramos agora cometer os mesmos. Por isso me assustam os fenómenos Bolsonaros, os cortares a direito de Pedros Passos Coelhos e outros que tais, que julgam que nos vêem dar lições de moral. Num tempo em que a moderação, a consciência social e bom senso está em crise profunda, há que lutar ainda mais fortemente pelo “fazer bem sem olhar a quem”, não acreditar em tudo o que se ouve e diz e trabalhar, trabalhar, trabalhar, mais e melhor para reconstruir o que nos destruíram. Trabalhar com condições, com dignidade, mas trabalhar. É essa a matriz do Alentejano, sempre foi, por muito que nos chamem preguiçosos. Quero lá eu saber o que nos chamam. O que eu quero é olhar em volta e ter orgulho no que produzi, cultural, social e moralmente. Com ou sem tostão no bolso mas com dignidade, sempre!

Mais se acrescenta que a grande maioria dos cabecilhas das ocupações não eram sequer alentejanos. E esta hem?

Beijinhos e sejam felizes! 😘✌🤔

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/e-tempo-de-ficarmos-a-saber-como-tudo-se-passou-no-alentejo-de-1974-a-1976

Vou fazer uma pausa neste blog, que há coisas a mudar na minha vida…inté!

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