Requiem for a lover

Às vezes, por motivos inimagináveis, há músicas, que nos marcam logo da primeira vez que as ouvimos. Esta foi uma delas. Porque ainda hoje ando a tentar compreender o que me prende a esta terra que tanto me ensinou, tanto me deu e tanto me tirou…

Em contagem decrescente para virar, finalmente,  a página mais triste da minha história mas que me fez passar de miúda a Sra. 

Como me chamou o Romão hoje, sra Ana Lúcia, Bica acrescentam-me os genes.

Foi um gosto aprender o que aprendi, que prazer é uma coisa muito diferente! 

Das depressões do caminho 

Há dias assim, em que o mundo tem tendência a desabar-me sobre os ombros. Os tais dias Atlas. Sou péssima companhia nestes dias ( e talvez nos outros também mas já tenho a tendência a desconfiar desta certeza, como de todas as outras) e sei, por experiência própria que é preciso cair para levantar do chão. 

São estes os dias em que chego a esta hora morta e só a música me consegue salvar. Felizmente este ano viu nascer um álbum que será para mim de culto. Aquele álbum que vai marcar aquele tempo, como tantos outros na minha vida. Terá na sua bagagem, para além da música as memórias do tempo em que saí de uma fase de que pretendo guardar só o que aprendi. O resto só poderá ser para esquecer, em nome da minha sanidade mental. 

Ou será Ucraniano? Às vezes convenço-me que não percebo nada disto. 

Por hoje, desisto.