O livro 


Promete-me que quando o livro se fechar

Quando a história se acabar 

Te vais lembrar

De mim

Promete-me que 

Se os olhos se fecharem 

Quando as lágrimas se acabarem

Te lembrarás de mim

Se te lembrares 

Como as histórias acabavam

Quando os olhos se fechavam 

Sei que o amor não terá fim 

Enquanto andares por ai


O livro da vida é igual ao do amor

Se olhares com atenção

Vês melhor 

o que diz o coração 



[Il Libro Dell’ Amore (The Book of Love) (feat. Zucchero)]

Il libro dell'amore mi annoia
E pesa come l'anima
È pieno di
Carezze al cuore
E modi per danzare
Ma mi piace quando lo leggi tu
E tu di più
Tu puoi leggermi il cielo al blu

Il libro dell'amore suona
Nasce così
La musica
A volte un pò
Banale stona
A volte solo stupida
Ma mi piace quando la canti tu
E tu di più
Tu puoi cantarmi il cielo al blu

Il libro dell'amore mi annoia
È stato scritto tanto tempo fa
Pieno di fiori
Nella notte buia
Che non sappiamo cogliere
Ma mi piace quando li cogli tu
E tu di più
Dovresti darmi fede in più
Ma mi piace quello che sei tu
E tu di più
Dovresti darmi fede in più

Fedi nuziali e fede in più

https://youtu.be/iWrIjN27w_M

22.06.1977 – 22.06.2017 – 40 anos de irreverência e inconformismo

“A dois mil chegarás de dois mil não passarás”  – das profecias de Bandarra esta talvez seja a que mais memórias me traz, porque desde miúda que me habituei a temê-la. Na verdade, hoje parece-me muito mais inofensiva. Não faço conta de viver mil anos, portanto, não me parece que vá passar dos 2000, no entanto é sabido que gostava de viver à volta de um século. Talvez consiga, talvez não, ainda assim é provável que já vá a meio. Das várias coisas que vivi, e das muitas que aprendi, há apenas uma que tenho a certeza : ainda falta viver e aprender muita coisa para me sentir satisfeita, e completa, naquilo que imagino para a minha vida. 

Neste momento e depois da desgraça que assolou o meu país, há uma coisa que muito me orgulha : É bom ver que a geração mais nova se interessa pela sociedade, pelo bem estar do próximo, por uma coisa tão simples e eficaz, e sem proveito próprio – a não ser a satisfação pessoal – e que se chama voluntariado. Na minha geração não éramos muitos os que na realidade queríamos saber, talvez fossemos mais egocêntricos ou com menos maturidade. Agradeço estarmos a ficar cada vez mais conscientes que a sociedade somos todos nós, e que não podemos estar à espera que venha alguém e faça o que tem que ser feito. O tal faça você mesmo de que sou adepta, desde há muitos anos. Já partilhei no facebook a minha opinião sobre as doações em dinheiro e também sobre os movimentos de solidariedade que não são mais do que palavras. Do fazer é que somos carentes e talvez seja essa a grande mais valia das redes sociais. Não gosto de fazer convites para aceitarem isto ou aquilo, cada vez que o faço fico desconfortável, por isso partilho aqui o grupo do facebook da minha terra, com o objectivo de recolher material de que estão a necessitar as vítimas dos incêndios, pessoas que ficaram sem nada (e nós por vezes com tanta coisa a que não sabemos o que fazer). Quem quiser juntar-se sinta-se livre para o fazer, mas sobretudo espero que a esta ideia se juntem outras, de outras tantas localidades, de modo a que o voluntariado seja suficiente para que nos ajudemos uns aos outros. Hoje por eles, amanhã, quem sabe, farão eles por nós. Porque a vida em sociedade é mesmo assim, feita de altos e baixos, e nós nunca ficamos para sempre na base da montanha que temos que escalar. 

#juntospodemosfazeradiferença

Monte da saudade

Há dias assim, em que a quantidade de coisas que faço parece ser uma forma de não pensar em nada. Uma espécie de paracetamol natural da saudade. ” Para não ser tão mole” no sentido duplo que pode ter a frase…A remodelação da cozinha vai a braços com a minha imaginação e o meu trabalho.

E esta música, que ouvi de manhã na rádio Comercial e marcou o espírito do dia.

” De que serve uma lição se não passar de hoje”

Talvez sejam estas saudades do futuro, constantes, que me tornem melancólica por longos períodos. São elas que me abrem a porta da criatividade.  Faço tudo ao meu alcance para não deixar que a vida passe por nós.Mesmo que com isso me condene a saudades constantes. A minha bola de cristal diz-me que o cansaço desvanece-se em fumo e o nevoeiro vai levantando pouco a pouco. Era esse o objetivo. Algo me diz que vale a pena esperar pelo futuro, contando que a felicidade me venha falar de estórias do futuro.